Qual é o papel do psicólogo nas políticas de ESG?

Qual é o papel do psicólogo nas políticas de ESG?

As empresas e investidores em todo o mundo têm se envolvido cada vez mais com o conceito de “investimento responsável”, impulsionados pela crescente – e necessária – conscientização de algumas questões, como comprometimento ambiental/social, diversidade de gênero e transparência nas relações.

Então, se no passado as organizações mantinham o foco no crescimento e na lucratividade, hoje o papel delas na sociedade vai muito mais além. Mas como se posicionar diante disso e criar ações eficazes em prol da sociedade, do meio ambiente e da inclusão? Como a Psicologia pode ajudar as empresas nesse processo longo e de muito aprendizado?  

Neste artigo, você vai entender o que são as práticas de ESG, como elas se configuram nas empresas e qual o papel do psicólogo. 

ESG: a tendência que veio para ficar

Centenas de mudanças tecnológicas e econômicas se deram sem levar em conta fatores ambientais, sociais ou éticos. Com o passar do tempo, o trabalho forçado, a exploração ambiental desmedida e várias outras práticas deixaram de ser aceitáveis. O negócio do século XXI será cada vez mais cobrado por uma conduta nomeada como ESG.

ESG nada mais é do que a sigla para Environmental, Social and Governance, que, traduzida para o português, significa: Meio Ambiente, Social e Governança. Ela surgiu no mercado financeiro, em 2004, como uma maneira de medir o impacto que as ações de sustentabilidade trazem nos resultados das organizações. 

Desde então, o termo se apresenta como os princípios que conferem à empresa uma espécie de “selo” de boas práticas sustentáveis. Ou seja,  uma prática ESG é aquela que envolve questões ambientais, sociais e de governança como critérios de análise, pensando além das tradicionais métricas econômico-financeiras. Hoje em dia, uma empresa de sucesso apresenta uma visão holística, colocando em primeiro plano a construção de um mundo melhor. Entenda:

Fatores ambientais

Um meio ambiente saudável tornou-se condição indispensável para o bem-estar de toda a população. Qual é a capacidade da empresa de mitigar riscos? Por exemplo, uso de recursos naturais, emissões de gases de efeito estufa, eficiência energética, poluição, gestão de resíduos e efluentes. 

Fatores sociais

As questões atreladas ao capital humano das empresas ganham importância, impulsionando  a inclusão social e a diversidade de gênero, assim como os investimentos em um ambiente de trabalho saudável.

Isso também inclui políticas e relações de trabalho, engajamento dos colaboradores, capacitação da força de trabalho, direitos humanos, relações com comunidades, privacidade e proteção de dados. 

Fatores de governança

A governança quer dizer que as empresas precisam contar com políticas de administração transparentes, que contribuam positivamente na reputação corporativa e  proporcionem vantagem competitiva ao negócio no mercado. Ou seja, é preciso agir com honestidade com clientes, fornecedores, colaboradores e demais partes interessadas.

Podemos dizer, portanto, que a empresa do futuro é aquela que cuida não apenas dos seus acionistas, mas de todos. É aquela que, além de gerar lucro, é capaz de crescer com propósitos e princípios socioambientais. 

Qual o papel do psicólogo nas práticas ESG?

O que as boas práticas têm em comum com a profissão de Psicologia? Antes de mais nada, vale mencionar que essa ligação diz muito do modo como a empresa atua em relação à sustentabilidade ambiental, social e econômica.  

Por exemplo, a organização em que você trabalha usa tecnologias limpas, faz reciclagem ou se preocupa com a redução de emissão de carbono? As ações sustentáveis fazem parte do dia a dia? Entenda melhor:

Psicologia e o ambiente

A Psicologia pode ajudar a empresa a entender como as pessoas se relacionam com o ambiente, bem como a influência que ele exerce sobre elas e vice-versa. Um bom clima organizacional, por exemplo, contagia e melhora a interação e o relacionamento entre a equipe. 

Relação indivíduo-sociedade

O psicólogo procura estudar a relação do indivíduo com a sociedade, como se forma a cultura, os valores e costumes. Assim, auxilia a empresa na criação de programas e ações de intervenção, melhorando a qualidade das relações no trabalho. 

Diagnóstico organizacional

Ele também pode contribuir para o desenvolvimento de um diagnóstico organizacional, onde analisa a situação de todos os setores, identificando problemas e dificuldades. A partir daí, propõe as intervenções adequadas, como treinamentos, de acordo com o planejamento estratégico da gestão. 

A ideia é influenciar a implementação de boas práticas que contenham uma postura ESG, sobretudo no que diz respeito à evolução e ao fortalecimento de uma cultura, a partir de uma gestão consciente do seu papel nesse contexto.

Saúde mental

Um dos fatores de preocupação relativo ao social é a saúde emocional dos funcionários. Empresas que se destacam no mercado estão revendo políticas de horas trabalhadas, pressão sobre resultados e interação com a liderança. Olhar para o bem-estar da equipe se mostra fundamental, principalmente neste momento pós-pandêmico.  

Então, vale a pena incluir uma política de incentivo ao diálogo constante com a liderança. Essa comunicação deve ir além das entregas. O gestor, por exemplo, deve ter interesse em como o colaborador está se sentindo. 

Veja no que mais a Psicologia pode contribuir por meio de sua atuação: 

  • No desenvolvimento e capacitação dos líderes; 
  • Na promoção da segurança psicológica no ambiente de trabalho;
  • Na conscientização dos funcionários sobre diversidade, inclusão, acessibilidade e equidade de gênero;
  • Promover boas relações entre líderes e liderados
  • Nas boas políticas de remuneração, premiação e metas;
  • Trabalhar na promoção de saúde mental, com acolhimento, tratamento, autocuidado e autoconhecimento;
  • Minimizar fatores estressantes, como conflitos e  jornadas excessivas;
  • Em uma gestão de cultura por valores a favor da inovação e da sustentabilidade.

Em resumo, é possível contribuir com ações que reduzam as desigualdades – sociais, raciais e de gênero – e promovam mais equidade, de forma a criar um ambiente corporativo diverso, com transparência e honestidade nos negócios.

Olhar para a própria equipe como humanos – muito além de resultados – é um grande começo. Afinal, hoje em dia, não há mais espaço para empresas que miram somente o lucro. Ou seja, é preciso agir contribuindo para a construção de um local mais saudável e um mundo mais igualitário.

Como o MAPA contribui para a construção de um time com práticas ESG?

A MAPA é uma empresa de ciência e dados, que busca entender o ser humano e a sua relação com o trabalho. Trabalhamos com soluções que englobam liderança, cultura organizacional, segurança e prevenção de acidentes, saúde emocional e operações.

Teste de personalidade para as práticas ESG

O teste de personalidade MAPA, aprovado pelo CFP, por exemplo, avalia um conjunto de construtos organizadores da personalidade por meio de uma estrutura de fatores testada empiricamente no Brasil. Estes fatores estão relacionados a perfis de trabalho em empresas e incluem comportamentos de segurança, produtividade, relacionamento interpessoal e regulação emocional

Ao todo, são 48 traços da personalidade, trazendo uma análise que pode auxiliar na tomada de decisões dentro da empresa. Eles permitem que a organização tenha uma boa ideia de como o candidato irá se comportar em diversas situações. O RH pode usar características vistas nos testes para embasar um planejamento de sucessão ou programas de desenvolvimento. 

Inventário

Além disso, temos o Inventário de Avaliação de Risco Psicossocial, um instrumento que avalia o sujeito por meio das dimensões sociais em que ele está inserido. Por exemplo, situação familiar, qualidade de vida, saúde e bem-estar. 

Sabemos que aplicar os pilares ESG ainda é um grande desafio para grande parte das empresas. Isso porque a mudança parte de uma transformação na cultura organizacional, e uma instituição não muda sua forma de agir e de pensar se não estiver comprometida com isso. É preciso que aconteça o envolvimento de todos, a começar pelas lideranças, pelos grandes executivos.

Mas nós podemos te ajudar. Acreditamos que, por meio de uma metodologia completa e de um diagnóstico organizacional profundo, é possível construir uma base de informações sólida para entender seus colaboradores e o cenário atual.

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