Percepção de risco para evitar acidentes

Percepção de risco para evitar acidentes
Percepção de risco para evitar acidentes

Já vimos por aqui que a saúde e a segurança da sua equipe é algo que deve estar sempre em pauta. Os riscos são, sim, importantes para as decisões estratégicas, porém, são também a principal causa de incertezas nas organizações.

Muitas vezes, os colaboradores estão expostos a risco físico, ergonômico, biológico, químico ou acidental, e a falta de percepção adequada do risco pode ser um dificultador quando falamos em acidentes, por exemplo.

Diante disso, cabe às empresas trabalharem a percepção de risco, ou seja, a sensibilidade do profissional na identificação de riscos existentes no ambiente laboral. Você oferece suporte ao seu time no que se refere à proteção? Os colaboradores são capacitados para lidar com situações de risco, sobretudo se enquadram em ambiente de risco grau 4? Sua empresa adota estratégias preventivas?

Continue a leitura e saiba como incentivar o comportamento seguro!

Veja: SAÚDE MENTAL X ACIDENTES DE TRABALHO | Qual Custo De Não Ter Um Programa De Prevenção?

O que é a percepção de risco?

De forma simples, a percepção de risco é a capacidade de o profissional identificar riscos no ambiente de trabalho e agir de forma a evitar a ocorrência de acidentes. Por exemplo, é o colaborador ser capaz de perceber o risco de dirigir alcoolizado, de operar um maquinário com defeito ou das consequências de não usar Equipamento de Proteção Individual (EPI). 

Trabalhar a percepção de risco da equipe é importante, sobretudo para as empresas classificadas com risco grau 4, já que contemplam as atividades mais perigosas e com maior índice de adversidades quando o assunto é segurança.

A prevenção e a conscientização sobre o assunto são necessários como fatores que auxiliam o colaborador a evitar a ação por impulso diante de uma situação desafiadora ou por automatismo. Pelo contrário, a percepção de risco oferece uma clareza para que o colaborador considere os riscos, aprenda com as experiências e esteja apto e familiarizado para lidar com diversos contextos.

Na verdade, a percepção de risco é relevante tanto no ambiente de trabalho como na vida. Além de prevenir acidentes, a conscientização é um passo primordial para que se possa estabelecer um trabalho seguro, organizado e produtivo. 

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Como desenvolver a percepção de risco no colaborador?

Antes de mais nada, vamos considerar a classificação da segurança no trabalho como o conjunto de normas, atividades, medidas e ações de prevenção que garantem a segurança do ambiente corporativo. O objetivo é claro: preservação da vida e da saúde emocional.  

Em outras palavras, podemos dizer que a segurança no trabalho diz do que a empresa deve fazer para proteger e promover um ambiente seguro à equipe, de modo a oferecer um local saudável para que as tarefas laborais sejam feitas da melhor maneira possível.

Uma das tarefas é desenvolver a percepção de risco. A boa notícia é que é possível fazer isso por meio de capacitação e ferramentas de avaliação psicológica. Para desenvolver a percepção de risco e o conceito de segurança, por exemplo, é preciso, primeiramente, identificar e analisar os fatores que podem ocasionar acidente ou serem vetores do adoecimento no no local de trabalho.

Feito essa análise, a empresa pode apostar em treinamentos, palestras, diálogos de segurança, simulação de situações reais e até na elaboração de um mapa de riscos. O importante é que a percepção entre liderança e liderados esteja refinada e homogeneizada de forma que todos falem a mesma língua.

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Já ouviu falar dos cinco sentidos da segurança?

Quando o assunto é segurança no trabalho e prevenção de acidentes, ajuda bastante pensar nos nossos cinco sensores de origem, que são a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Afinal, os nossos sentidos podem auxiliar em uma missão prevencionista. Mas como?

Visão

A empresa deve ajudar o colaborador a renovar o seu olhar e tentar ver a situação de forma realista. Por exemplo, se você olha em linha reta e observa algo fora do alinhamento, é preciso se atentar a esse sinal. Ele pode ser um indício de exposição ao risco. Nesse sentido, vale a pena observar o ambiente, olhar onde está pisando, onde está parado etc.

Audição

O nosso ouvido é preparado para identificar anormalidades, inclusive sons descompassados e que demonstram alguma irregularidade. No trabalho, vale conscientizar os colaboradores para, sempre que isso acontecer, se perguntar: por que esse som está estranho? Seria o indício de um defeito maquinário?

Olfato

Por meio desse sentido, é possível identificar odores, por exemplo. Assim, conseguimos perceber substâncias tóxicas que podem contribuir para a exposição ao risco. Trabalhe esse assunto com os seus profissionais!

Paladar

O paladar está diretamente ligado ao olfato. Se você entra em um local e percebe alguma anormalidade visual, um som fora dos padrões, um cheiro estranho, a boca amargando… é sinal que algo está errado. Então, vale a pena fazer uma psicoeducação com os colaboradores sobre isso. 

Tato

Por fim, temos o tato. No ambiente de trabalho, é importante cuidar, principalmente das mãos, de forma a impedir o acúmulo de gorduras e sujeiras. Alguns produtos podem agredir a pele, trazendo prejuízos à sensibilidade e à saúde física.

Em resumo, os cinco sentidos nos ajudam a perceber condições irregulares e inseguras, por isso, vale a pena treinar a equipe sobre a importância de usá-los para prevenir acidentes. Eles vão muito além do ver, falar, ouvir ou sentir, mas podem orientar, alertar e ensinar comportamentos seguros.

Na verdade, os cinco sentidos são apenas o início de uma série de ações preventivas, são percepções que começam a aguçar nossa sensibilidade aos fatores de risco.

Avaliação psicológica na percepção de risco

Entre as mais variadas formas de prevenção de acidentes, que consistem em verificar equipamentos, cuidar da ergonomia, saúde mental e manter o ambiente em condições salubres, uma boa opção é entender o profissional e trabalhar a percepção de risco a fim de oferecer um ambiente seguro.

E é aí que entra a avaliação psicológica, que pode ser entendida como um processo cujo objetivo é investigar fenômenos psicológicos, como as características e particularidades de um indivíduo ou de um grupo. Ela busca entender  as habilidades, comportamentos, traços e o potencial de cada pessoa. 

Com ela, é possível capacitar os profissionais por meio de treinamentos específicos e gerais, otimizando a sua formação e aumentando a motivação. A avaliação também permite melhorar a forma como as pessoas são geridas, a comunicação da empresa, os relacionamentos interpessoais, o diálogo com a liderança e outras questões.

Teste de personalidade MAPA

Dentro da avaliação psicológica, existe uma ferramenta que mapeia com amplitude traços de personalidade: o teste de personalidade MAPA, uma metodologia completa para entender pessoas por meio de ciência e dados.

O instrumento é uma ótima opção para ajudar a empresa a traçar estratégias que ofereçam a segurança do trabalho. Por meio do MAPA, a empresa consegue elucidar diversos traços do colaborador. Isso além de levar em conta as suas características e competências dentro de um contexto. 

A metodologia pode traçar, por exemplo, a propensão ao comportamento negligente devido a questões como desânimo, ansiedade, entre outros fatores, como consumo exacerbado do álcool.

Além disso, permite entender a disposição física e as habilidades de cada um. Então, mais do que ajudar a promover a segurança do trabalho, a solução oferece um combo que diz respeito às potencialidades e pontos a melhorar da equipe.

No quesito exposição ao risco, o teste avalia as habilidades corporais com foco no desenvolvimento psicomotor que se relaciona à facilitação de processos corporais e redução de risco físico.

Da mesma forma, são avaliados o gosto pelo risco e velocidade, onde é possível identificar a tendência a comportamento mais prudente ou não. Por exemplo, se o colaborador tem gosto por aventuras perigosas ou situações arriscadas.

Quanto um profissional é vulnerável? Ele tem gosto por aventuras e situações arriscadas? Quanto ele gosta de velocidade? Todas essas dimensões são avaliadas, bem como outros comportamentos que demonstram a propensão à ansiedade e traços de descontentamento constante. 

Os resultados gerados trazem profundidade de informações que facilitam tomadas de decisões mais assertivas. Além disso, permitem alinhamento adequado nos momentos de contratação, recolocações internas, construção de planos de desenvolvimento, alinhamento de fit cultural. Bem como a construção de diagnósticos organizacionais e entendimento de susceptibilidade a comportamentos de risco.

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