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Por que é importante prevenir o absenteísmo?

Por que é importante prevenir o absenteísmo?

Sabe aquele colaborador que tem faltado bastante no trabalho? Ou que costuma chegar atrasado, pegar atestados e sair mais cedo do expediente? Se sim, sinal de alerta para o absenteísmo. Essa condição – que diz respeito à ausência de um funcionário no período laboral –  pode ser muito prejudicial, tanto para o profissional quanto para a empresa. 

A organização sofre, entre outras coisas, com a queda de produtividade, o que sobrecarrega os demais membros da equipe. Como consequência, gera um efeito looping de demissões e novas contratações. Já o funcionário pode ter questões emocionais envolvidas, bem como a falta de motivação e problemas familiares.

Mas como identificar e prevenir o absenteísmo? Quais as suas causas e impactos? Saiba como construir boas práticas para evitar, prevenir e controlar a taxa de absenteísmo dentro da sua empresa. 

Por que é importante prevenir o absenteísmo?

Como o absenteísmo impacta a organização?

Como dito, o absenteísmo diz dos atos de faltar, atrasar ou deixar, de forma antecipada, o ambiente laboral com alta frequência. Essa condição pode ter várias causas, que vão desde problemas com a família até questões emocionais que afetam o indivíduo no momento de ir trabalhar.

O grande problema para as empresas é que o absenteísmo pode trazer vários malefícios, atrapalhando a dinâmica de trabalho. Se um funcionário falta muito ou chega sempre atrasado, isso significa que uma outra pessoa fica sobrecarregada, ou seja, as equipes precisam se adequar com menos pessoas, o que afeta as etapas de criação e produção.

Um desfalque no time pode, por exemplo, gerar um ambiente hostil, tornar os processos mais demorados e ocasionar queda na produção. Ao mesmo tempo, a equipe pode questionar a cultura e valores da empresa, ficando desconfortáveis com o ambiente e as tarefas acumuladas.

Além do mais, o absenteísmo, por consequência, deixa os clientes insatisfeitos, diminui a produtividade, gera despesas com demissão e contratação temporária etc. 

Pensando nisso, é preciso que a empresa identifique os sinais desse fenômeno antes que perca a lucratividade e talentos. Mas como?

Veja: Saúde emocional nas empresas: um guia completo para o bem-estar no trabalho

É possível identificar o absenteísmo?

A resposta para essa pergunta é sim. De acordo com pesquisas, o índice tolerável de absenteísmo gira entre 3 e 4%. Para descobrir qual o percentual na sua empresa, a conta é básica: basta dividir os dias de ausência pelos dias em que o colaborador deveria trabalhar. Depois, é só multiplicar o resultado por cem para chegar ao valor percentual.

Para manter o índice o mais baixo possível, é preciso que a empresa se mantenha alerta quanto aos possíveis desequilíbrios internos, buscando entender as causas e consequências. É bem comum que a organização só tome atitude ou perceba que algo não vai muito bem quando o profissional já apresenta níveis altos de estresse e adoecimento mental. 

Pensando nisso, é importante se perguntar com frequência: por que os funcionários estão faltando tanto? Seria uma falta de engajamento? Como posso mudar essa realidade? Como cuidar da saúde emocional da minha equipe?

O primeiro passo é entender as causas do absenteísmo. Vamos lá?

Antes, leia: Guia De Como Cuidar Da Saúde Emocional Dos Colaboradores

Quais as causas dessa condição?

Há inúmeros motivos que podem levar um colaborador a faltar no ambiente laboral. Como vimos, pode ser algum problema familiar, esgotamento profissional (o que leva até ao Burnout) e até problemas físicos. Veja aqui os mais comuns:

Falta de motivação no trabalho

Existem empresas que deixam a desejar nos benefícios para o colaborador, o que acaba aumentando o turnover e contribuindo para o aumento de absenteísmo. Uma dica é apostar nos planos de cargos e salários, em ações de incentivo e outros complementos que promovam mais qualidade de vida e bem-estar no ambiente corporativo.

Problemas de saúde física

Quando o absenteísmo está relacionado a uma doença ou problema físico, não há muito o que fazer. Mas, infelizmente, todos nós estamos sujeitos ao adoecimento ou imprevistos de saúde. O fato é que eles causam diversas faltas, o que compromete, sim, a produtividade.

Então, é válido que a empresa ofereça planos de saúde e esteja aberta a ajudar naquilo que está ao seu alcance. Líderes preparados para lidar com a vulnerabilidade das pessoas também são de extrema importância, bem como uma empresa como um todo que acolhe e demonstra respeito ao problema.

Assim, quando alguém afastado por problemas de saúde retorna, você terá um colaborador muito mais engajado, visto que ele guardará uma percepção de que seu valor para a organização não é apenas gerar lucro, mas que seu talento e bem estar importam.

Questões relacionadas à saúde emocional

Saúde mental é um tema sério que deve ser levado em consideração. Pressão diária, metas inatingíveis, lideranças tóxicas e clima organizacional ruim podem levar o indivíduo a altos graus de estresse, ansiedade e depressão. Resultado: absenteísmo, na melhor das hipóteses.

Vale mencionar que o absenteísmo pode ser fruto de problemas pessoais, como um divórcio; bem como pode estar relacionado a uma baixa expectativa quanto ao desenvolvimento profissional, a conflitos laborais e a uma estrutura inadequada no trabalho. Por isso, a MAPA bate tanto na tecla acerca da importância de conhecer um colaborador por meio de ciência e dados.

Confira: Saúde Emocional e Percepção de Risco

O que fazer em casos de absenteísmo?

Uma boa alternativa é fazer pesquisas de clima, focar em treinamentos em prol da saúde emocional e oferecer apoio psicológico. Outras opções giram em torno de criar atividades que visem ao bem-estar, como ginástica laboral e parcerias com academias. 

Além disso, é essencial criar e disseminar uma cultura organizacional positiva, onde a comunicação e o diálogo sejam um hábito. Muitos trabalhadores costumam alegar a flexibilidade da jornada de trabalho como um ponto positivo para aumentar a motivação. 

Não menos importante, vale destacar que, principalmente na pandemia, muitas empresas adotaram o modelo híbrido ou home office, diante da necessidade de se precaver frente ao vírus. Sendo assim, fica mais fácil imaginar que as organizações conseguiram reduzir bastante o absenteísmo, não é?

Absenteísmo diminui com o home office

O trabalho remoto trouxe várias vantagens aos colaboradores. Ele permite uma maior autonomia e flexibilidade, além de evitar horas de trânsito, imprevistos e deslocamento. Tudo isso contribui  para o aumento da qualidade de vida.

Hoje em dia, uma das maiores causas das faltas de funcionários nas empresas são os problemas de saúde. Com a possibilidade do home office, os profissionais podem ter mais tempo de qualidade, já que o tempo perdido no deslocamento pode ser usado para fins com foco no bem-estar, como uma caminhada, preparo de refeições saudáveis e mais tempo de sono.

Consequentemente, é possível diminuir os níveis de estresse e ansiedade, contribuindo para a saúde como um todo.

Além da perda de dias de trabalho devido a problemas com o transporte, também vale mencionar que o home office permite horários mais flexíveis. Dessa forma, consegue gerir melhor a família, as atividades laborais e os imprevistos.

Isso sem contar que as tarefas à distância ajudam a aumentar os níveis de satisfação. Assim, o desejo de sair da empresa e os níveis de absenteísmo são reduzidos.

Veja também: Ferramentas para melhorar a saúde emocional na empresa

Que tal apostar na prevenção?

Demitir aquele funcionário que chega atrasado nem sempre é uma boa solução. Perder um talento pode trazer perdas maiores que o próprio absenteísmo. Então, o que fazer?

O absenteísmo pode ser driblado quando a empresa decide adotar estratégias de prevenção. Uma delas é investir na ergonomia e no bem-estar do profissional por meio de programas que aumentem a qualidade de vida. Esse investimento vai desde o fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) até mobiliário adequado tendo em vista cada perfil.

O plano de saúde também é algo esperado pelo colaborador, não sendo visto mais como um simples benefício. Na verdade, ele faz parte do pacote básico de remuneração que uma organização deve oferecer se pretende compor uma equipe de alto nível a longo prazo.

Outra dica de prevenção diz da valorização do diálogo e de uma boa comunicação interna. Ter liberdade para emitir opinião faz com que o trabalhador se sinta à vontade e isso pode interferir na produtividade. Ao se sentir acolhido e parte da empresa, ele tende a se esforçar para manter o engajamento.

A empresa também pode criar outras práticas que englobam:

  • o desenvolvimento de um local de trabalho agradável;
  • políticas de remuneração atrativas;
  • comunicação eficiente;
  • horários flexíveis ou no esquema home office sempre que possível;
  • acompanhamento das faltas;
  • incentivo ao envolvimento da equipe;
  • medidas de incentivo para que o trabalho promova o bem-estar dos colaboradores;
  • feedbacks para tornar o ambiente de trabalho positivo e construtivo;
  • diálogo contínuo sobre as faltas e políticas aplicáveis;
  • propostas e políticas melhora o clima organizacional, entre outras.

Mas, mais do que tudo isso que foi mencionado, a empresa deve entender o seu bem mais precioso: o capital humano. E a MAPA pode te ajudar!

Teste de personalidade MAPA: entendendo pessoas por meio de ciência e dados

A MAPA trabalha com soluções para avaliar a saúde física e emocional do colaborador. Você já conhece o teste de personalidade MAPA?

É uma ferramenta que permite às organizações o acesso a resultados mais profundos e eficientes. O instrumento avalia desde características de personalidade do indivíduo, que, inclusive, podem compor uma análise psicossocial.

Além do mais, os dados podem ser usados de forma a fundamentar a implantação de políticas de cuidado, prevenção e promoção à saúde física e emocional no trabalho.

Para saber mais, entre em contato com um de nossos especialistas!