Saúde emocional e riscos psicossociais no trabalho

Saúde emocional e riscos psicossociais no trabalho

Cargas excessivas no ambiente corporativo, longas jornadas, falta de clareza, ausência de autonomia, local insalubre e má gestão. Esses são apenas alguns exemplos do que chamamos de riscos psicossociais no trabalho.

Com o passar do tempo, esses riscos podem acabar gerando doenças laborais. Podemos citar, por exemplo, a o Burnout, a depressão e a ansiedade. 

Tais doenças prejudicam o colaborador, que sofre com os danos. Da mesma forma como a empresa, que pode enfrentar problemas como queda de produção e turnover.

Sabendo disso, qual o papel da empresa? Em resumo, consiste em ficar atenta para evitar que a sua equipe abale a saúde física e emocional devido a deficiências na gestão do trabalho. Mas como? 

Se você tem essa dúvida, não se preocupe. 

A Mapa é uma empresa que busca entender pessoas através de ciência e dados. Sabemos o quão crucial é o cuidado com o bem-estar de forma geral. 

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O que são riscos psicossociais no trabalho

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os riscos psicossociais são todos aqueles fatores que englobam o local de trabalho. Entre eles, por exemplo, o clima organizacional e as relações. 

Em outras palavras, os riscos podem contribuir ou causar estresse e adoecimento mental à equipe. Além dos exemplos citados, eles também são fruto da:

  • exigência dos líderes ou da gestão de pessoas;
  • falta de participação na tomada de decisões;
  • insegurança laboral;
  • comunicação falha;
  • falta de apoio nas demandas;
  • assédio psicológico ou sexual e violência de terceiros;
  • ameaça de desemprego;
  • ausência de benefícios;
  • abuso psicológico;
  • falta de ética etc.

Causas

Podemos dizer que a maioria dos riscos psicossociais no trabalho tem a ver com a otimização do tempo, com a estrutura organizacional e com as tarefas.

Nesse sentido, prazos enxutos para execução, excesso de horas extras e mudanças constantes no horário de trabalho contribuem para um contexto de trabalho problemático. E isso pode, por exemplo, ter efeitos negativos a nível psicológico, físico e social.

Da mesma maneira,

  • a ausência de objetividade na gestão de pessoas;
  • a falta de plano de carreira, o excesso de autoritarismo;
  • a falta de recompensa;
  • e conflitos são fatores que podem prejudicar o desempenho e o desenvolvimento pessoal.

Por fim, já pensou trabalhar com um ritmo acelerado, sob pressão e com exigências excessivas? Então, a chance de ficar doente e incapaz de trabalhar de forma assertiva aumenta. Isso acontece também se a pessoa se submete, por exemplo, a longas jornadas e sob alta concentração sem tempo para descanso. 

Como os riscos psicossociais prejudicam a empresa

É claro que a exposição ao risco traz malefícios para o colaborador. Porém, se engana quem pensa que a empresa também não sai perdendo com isso.

Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde, aponta mais de 300 milhões de pessoas com depressão no mundo. Uma doença que, inclusive, incapacitou os trabalhadores em 2020, desde o início da pandemia. O prejuízo foi de quase um trilhão por ano devido à baixa produção. Isso sem falar dos custos extras com consultas médicas, remédios, acompanhamento psicológico e internações.

E pasmem: a pesquisa mostrou que somente a metade dessas pessoas recebeu tratamento correto, mesmo com um déficit absurdo. Isso demonstra a falta de conscientização das empresas em relação aos riscos e doenças. E, ainda, uma gestão de pessoas ineficiente, já que não se preocupa com o ritmo de produção e com a  retenção de talentos.

Outros efeitos negativos

Além de diminuir a produção, os efeitos negativos englobam: 

  • Fraco desempenho geral da empresa;
  • Aumento do absenteísmo (faltas no trabalho, atrasos etc);
  • Aumento do presenteísmo (quando o colaborador está presente, mas não consegue fazer suas tarefas de modo eficaz);
  • Mudanças de comportamento na equipe (começam a aparecer reclamações ou confrontos com as chefias);
  • Taxas maiores de acidentes e lesões (desatenção e pequenos erros podem levar a acidentes).

O colaborador, quando se vê perante condições de muito estresse, pode se sentir mais vulnerável ao sofrimento. E, assim, desenvolver fobias, depressão e outras doenças. 

Pensando nisso, identificar os riscos psicossociais no trabalho é essencial para construir um ambiente saudável. Mais do que isso, as empresas devem trabalhar com ações preventivas. O objetivo é evitar que tais problemas afetem a saúde física e mental da equipe.

Como prevenir ou reduzir os riscos no trabalho?

Que tal entender a sua equipe? Hoje em dia, há ferramentas que permitem entender o perfil de cada um. Da mesma forma como saber o modo como a pessoa se comporta em situações de pressão. Será que aquele perfil tem dificuldade em cumprir prazos? Quais as suas características?

O teste de personalidade Mapa, por exemplo, pode auxiliar a preservar a saúde emocional no trabalho. Afinal, o teste avalia taxas de estresse e ansiedade sem deixar de levar em conta o contexto. Assim, é possível entender quais aspectos estão alterados para obter informações para a promoção de medidas.  

A avaliação permite analisar pontos de vulnerabilidade e pontos de força, por exemplo. Analisa, ainda, possíveis mecanismos de estratégia e suporte que cada pessoa possui para lidar com as adversidades  da vida diária.

Da mesma forma, os fatores psicossociais mostram o que pode impactar o profissional no contexto em que se encontra. Essa análise é feita levando em conta as particularidades de sua atividade, o seu gênero profissional, bem como as suas relações sociais e familiares.

Todos esses dados podem ser usados de forma a fundamentar a implantação de políticas de cuidado, prevenção e promoção à saúde emocional no trabalho.

E depois da avaliação?

Depois da aplicação do teste, vem o momento de agir e buscar reverter o quadro de riscos. 

Veja alguns benefícios que a sua empresa pode oferecer:

  • Sessões de terapia e consultas com especialistas da área da saúde;
  • Práticas como meditação, ioga e ginástica laboral;
  • Terapias como acupuntura e reiki;
  • Benefícios como premiação para o destaque do mês, plano de saúde e odontológico;
  • Plano de carreira funcional;
  • Bom clima organizacional;
  • Cultura de feedback, com incentivo ao diálogo;
  • Treinamentos, de forma a aumentar as habilidades e, até mesmo, a inteligência emocional da equipe;
  • Por fim, descontos em cursos, faculdades, academia e farmácias para aumentar o senso de valorização.

Como vimos, os riscos psicossociais no trabalho podem causar transtornos mentais e até mesmo acidentes. Mas há formas de reduzi-los por meio dos programas de benefícios em saúde e da avaliação psicológica.

Então, lembre-se: profissionais que são incentivados a cuidar da saúde sentem que são valorizados. Assim, participam mais e conseguem maior equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional.

Por fim, cuide da sua equipe e seja assertivo nos processos de RH.

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