|

Competências socioemocionais: uma chave para a construção das empresas do futuro

Competências socioemocionais: uma chave para a construção das empresas do futuro

O mundo BANI em que vivemos hoje exige novos hábitos emocionais e comportamentais, com a necessidade do uso funcional do gerenciamento das competências socioemocionais. 

Basicamente, podemos dizer que essas competências socioemocionais nos ajudam a superar os desafios do dia a dia de uma forma mais saudável. Hoje, essas capacidades cognitivas são um diferencial competitivo no mercado de trabalho. 

Mas o que são essas habilidades, afinal? Vamos saber mais sobre elas?

Competências socioemocionais, as soft skills

Já percebeu um funcionário muito nervoso sem saber como lidar com os conflitos no ambiente de trabalho? Ou aquele que não sabe bem o que fazer diante do sofrimento do outro?

Pois bem. Talvez você já tenha ouvido falar e não sabe ao certo o que significam e para que servem as competências socioemocionais, também conhecidas como soft skills. 

As capacidades que o indivíduo possui e que se expressam em padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos são chamadas de habilidades-chave. Elas envolvem a forma como a pessoa se relaciona nos aspectos emocionais e sociais, sendo fundamentais em qualquer situação, especialmente quando se trata de saúde ocupacional. Essas habilidades-chave são fruto de uma construção contínua ao longo da vida e podem ser aprimoradas com o apoio de profissionais qualificados. Desenvolver essas habilidades é investir no futuro, pois elas contribuem para a qualidade de vida, a satisfação no trabalho e o sucesso na carreira.

De forma mais simples, competências socioemocionais são a nossa capacidade e habilidade de pensar, sentir e agir na vida, perante situações, nas relações particulares ou em sociedade.

Nos dias de hoje, essas habilidades são cruciais para se destacar no ambiente corporativo. Afinal, qual empresa não deseja ter no time aquele profissional que consegue ser assertivo, empático, resiliente, flexível e influenciador, por exemplo?

Claro que as competências técnicas ainda e sempre serão muito importantes, mas perfis com competências socioemocionais ganham pontos decisivos na hora de escolher uma liderança, uma promoção ou mesmo uma contratação.

Afinal, quem tem essas competências bem desenvolvidas está mais apto a articular e colocar em prática sua forma de ser para o convívio em sociedade. Isso permite que a pessoa enfrente desafios de modo positivo para o alcance de suas metas, por exemplo. Ou seja, as competências socioemocionais são ferramentas que norteiam os indivíduos no dia a dia, podendo ser aplicadas nos mais diversos contextos.

Quais são as principais habilidades socioemocionais?

Como dito anteriormente, existem algumas competências socioemocionais que dizem respeito ao modo como o indivíduo se relaciona consigo e com os outros. Por exemplo, como estabelece objetivos? De que forma toma decisões? Como se abre para experimentar o mundo?

Essas habilidades estão atreladas ao conceito de inteligência emocional, que é a capacidade de compreender e validar os sentimentos com facilidade, tanto os próprios quanto os alheios. 

Sabendo disso, o Instituto Ayrton Senna, referência nacional em pesquisas no ramo da Educação, identificou cinco competências socioemocionais gerais e 17 ramificações. Veja só

5 competências socioemocionais

  1. Autogestão
  • Determinação: capacidade de ser persistente e firme para obter o resultado pretendido. 
  • Organização: habilidade de estruturar e dispor das coisas ao seu redor a fim de que se tornem mais fáceis de serem utilizadas como ferramentas para se atingir um objetivo.
  • Foco: direcionamento da atenção para um objetivo desejado.
  • Persistência: habilidade de perseverar e resistir para atingir uma meta desejada, superando os desafios ao longo do caminho. 
  • Responsabilidade: capacidade de cuidar de algo ou alguém e cumprir tarefas com respeito e sucesso. Uma pessoa responsável é também sensata e desperta a confiança das outras pessoas.
  1. Engajamento com os outros
  • Iniciativa social: uma pessoa com essa competência é cooperativa, socialmente engajada, disposta e capaz de ajudar os outros. 
  • Assertividade: habilidade de comunicar as suas ideias e atitudes de maneira incisiva sem ser grosseiro e sem ferir os sentimentos das outras pessoas.
  • Entusiasmo: empolgação, resiliência e disposição para realizar as atividades pretendidas. 
  1.  Amabilidade
  • Empatia: capacidade de entender o sentimento alheio pela perspectiva da outra pessoa, com uma postura compreensiva e atenciosa. 
  • Respeito: saber se relacionar de maneira educada com outras pessoas, tolerando as ideias divergentes.
  • Confiança: sentimento de quem acredita em si mesmo e nos outros, mesmo com as diferenças e vulnerabilidades. 
  1. Resiliência emocional
  • Tolerância ao estresse: habilidade de resistir aos problemas da vida com paciência, preparado para lidar com as adversidades.
  • Autoconfiança: habilidade de acreditar estar apto para realizar determinada função. 
  • Tolerância à frustração: ter resiliência perante as dificuldades da vida, sabendo que nem tudo sai conforme os nossos planejamentos.
  1. Abertura ao novo
  • Curiosidade para aprender: ter disposição para descobrir coisas novas e procurar com dedicação as respostas para os problemas que você deseja solucionar.
  • Imaginação criativa: saber usar a imaginação para se expressar, criar e resolver problemas.
  • Interesse artístico: habilidade para para criar e interpretar os fenômenos artísticos, sejam visuais, auditivos, cênicos, gráficos ou de outra forma de expressão cultural. 

Por que elas são tão importantes no contexto do trabalho?

As competências socioemocionais no trabalho têm como base duas correntes. A primeira compreende a percepção, o uso, a compreensão e a gestão das emoções em si e no outro. Já a segunda diz das habilidades pessoais, emocionais e sociais que impactam na capacidade do sujeito de lidar com tarefas, desafios e a rotina do trabalho.

Os colaboradores com muitas competências socioemocionais costumam apresentar uma boa imagem de si e dos colegas, já que têm a capacidade de consciência emocional, regulação emocional, consciência social, autocontrole e criatividade, por exemplo. 

Em resumo, ter um profissional capaz de gerenciar os seus sentimentos de forma apropriada e eficaz ao ambiente de trabalho ajuda no cumprimento das tarefas e nos relacionamentos dentro da empresa. As competências auxiliam, inclusive, na criação de estratégias de automotivação, o que contribui para a saúde emocional do colaborador e, ainda, aumenta a produtividade da organização, reduzindo problemas como rotatividade e faltas.

As competências avaliadas no teste de personalidade MAPA

O mundo em que vivemos hoje tem exigido profissionais que saibam se relacionar de forma assertiva e favorável ao desenvolvimento de pessoas e do negócio. Além disso, as empresas buscam cada vez mais indivíduos que estejam preparados para executar negociações, resolver problemas e/ou conflitos que podem prejudicar o crescimento saudável da empresa.

E como encontrar perfis que se comunicam com clareza e nos mais variados contextos, conseguindo direcionar projetos e equipes ao objetivo traçado? Como contratar pessoas capazes de fazer uma leitura adequada dos ambientes que ocupam, tomando as melhores decisões, mesmo sob pressão? Deseja ter no time indivíduos preparados para atuar em contexto de risco, por meio de comportamentos pautados em equilíbrio emocional e tomada de atitudes com base na prevenção de acidentes?

Teste de personalidade MAPA

Então, você precisa conhecer o teste de personalidade MAPA. A ferramenta agrega dados que geram os melhores indicadores para se embasar uma decisão assertiva e estratégica, desde a análise voltada para alta liderança, até a análise para os cargos mais operacionais. 

O instrumento avalia desde os ambientes menos complexos e sem risco, até os ambientes mais desafiadores e de maior risco no que diz respeito à execução de atividades, sejam eles riscos psicológicos ou riscos físicos.

Os indicadores do teste MAPA se baseiam nas principais demandas observadas no contexto do trabalho e, por isso, são dados específicos e assertivos para a tomada de decisão.

Nesse sentido, competências de gestão, autogestão, para atividade, relacionamento interpessoal e de risco são avaliadas. O teste gera, por exemplo, informações como capacidade de liderança, negociação, ação sob pressão, proatividade, dinamismo, foco, equilíbrio emocional, energia, indicadores corporais e de risco de acidente por precipitação e muito mais.

Tudo isso de forma automática com uma estrutura complexa e com base científica de obtenção de dados. Por fim, lembre-se sempre de que as pessoas são a engrenagem principal da organização. Nesse sentido, é preciso entender pessoas, suas competências socioemocionais, para saber como trabalhar com elas, definindo estratégias assertivas.

Entre em contato conosco para saber mais!