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Por que ainda (e sempre) precisamos falar sobre Burnout?

Por que ainda (e sempre) precisamos falar sobre Burnout?

Sensação de esgotamento, sentimentos negativos no trabalho e eficácia reduzida são alguns dos sintomas do Burnout, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome ocupacional.

Uma coisa que as organizações precisam sempre ter em mente é que o estresse crônico não tratado pode ter um alto custo. Não apenas em termos de perdas financeiras, mas também de enfrentar a alta rotatividade, os afastamentos e o contágio da desmotivação no ambiente de trabalho. Por isso, precisamos sempre buscar formas de prevenir e gerenciar o estresse dos colaboradores.

Nesse sentido, quais os custos de não prevenir esse fenômeno? Quais os reais prejuízos? O que fazer para evitar o problema? Continue a leitura para saber mais! 

Por que ainda (e sempre) precisamos falar sobre Burnout?

Os custos de deixar a saúde mental de lado

Os índices são assustadores. Em 2019, uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR) estimou que 32% da população economicamente ativa sofria com o Burnout. Confirmando o estudo, a Pebmed apontou que um em cada três trabalhadores brasileiros sofrem com a doença ocupacional.

Outro levantamento feito durante a pandemia mostrou que 44% dos brasileiros sentiram o aumento da sensação de esgotamento profissional. Ou seja, em números absolutos, teríamos algo em torno de 39,6 milhões de trabalhadores afetados. Em um ranking de oito países sondados, o Brasil ocupa a primeira colocação, à frente de Singapura (37%), Estados Unidos (31%) e Índia (29%). 

Veja: SAÚDE MENTAL X ACIDENTES DE TRABALHO | Qual Custo De Não Ter Um Programa De Prevenção?

Diante disso, onde queremos chegar? 

No fato de que esse problema é capaz de afetar a qualidade de vida e o rendimento dos colaboradores e trazer inúmeros malefícios para a empresa.

Nos profissionais, o Burnout pode desencadear exaustão física e mental, distúrbios no sono, sensação de fracasso e insegurança, alterações no apetite, dificuldade de concentração, oscilações no humor, enxaqueca, ansiedade, isolamento e muito mais. Em resumo, trata-se de sintomas como exaustão, aumento do distanciamento mental do trabalho e sentimentos de negativismo ou cinismo, como bem descreve a CID-11.

Quanto às organizações, a síndrome ocupacional provoca quedas no quadro de funcionários e absenteísmo, o que compromete o desempenho e o alcance de metas do negócio. Inclusive, a empresa pode ser responsabilizada com despesas que envolvem tratamento e indenização. Por exemplo, a CID-11 coloca as empresas como responsáveis por identificar e acompanhar os motivos dos afastamentos de sua equipe. 

Podemos destacar que o empregado afastado pelo INSS tem direito à estabilidade no trabalho, sendo assim, não pode ser demitido pelos próximos 12 meses depois da alta médica ou pelo tempo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho.

Além do mais, o INSS garante o auxílio-doença, que deve ser pago aos profissionais que estão impedidos de trabalhar. No caso do Burnout, esse benefício poderá ser do tipo acidente de trabalho, ou seja, quando a patologia está associada ao trabalho.

Por fim, há a aposentadoria por invalidez, instituída na Lei nº 8.213/91, a depender da avaliação dos peritos do INSS, que verificam a capacidade do trabalhador de continuar exercendo suas funções por meio de avaliações periódicas.

E não menos importante: a empresa pode ter que arcar com indenizações se comprovado que a síndrome de Burnout tem relação com as condições de trabalho, em ação trabalhista.

Veja: 10 Atitudes Responsáveis Na Gestão De Saúde E Segurança Para A Sua Empresa

A que as empresas devem se atentar?

As organizações precisam ter cuidado em relação à prevenção, adotando medidas para evitar o estresse crônico. Nesse sentido, precisam ficar atentas quanto aos gatilhos, que podem envolver falta de reconhecimento, regime de poucas recompensas, injustiça e conflitos de valor.

As empresas precisam observar, ainda, se:

  • o ambiente de trabalho tem cobrado em demasia dos profissionais
  • há acúmulo excessivo de estresse ocupacional;
  • existe trabalho sob pressão constante;
  • conta com alta carga de volume de trabalho;
  • tem excesso de responsabilidade;
  • há longas jornadas de trabalho;
  • existe contato excessivo com o público;
  • é comum o conflito com colegas;
  • falta repouso e/ou descanso no trabalho.

Depois disso, já dizia o bom e velho ditado popular: é melhor prevenir do que remediar. 

Acesse: Avaliação Psicológica E Suas Possibilidades Para O Contexto Organizacional

Boas práticas para evitar o Burnout

De acordo com pesquisa realizada pela Isma-BR, somente 18% das empresas mantêm algum tipo de programa voltado para a saúde mental. Do mesmo modo, outro estudo feito pelo Sebrae evidenciou que apenas 24% das quase duas mil organizações entrevistadas no país investem em ações de desenvolvimento pessoal. 

Criar espaço saudável 

Mas o que fazer? Criar um espaço saudável, com equipe em número suficiente para não sobrecarregar ninguém e tempo de descanso respeitado sem mensagens pelo celular ou ligações fora do expediente é uma prioridade. Na verdade, cuidar da saúde mental do trabalhador é um investimento que reduz o absenteísmo e aumenta a produtividade.

Porém, criar um espaço saudável não quer dizer apenas implantar uma sala de jogos ou oferecer sessões de mindfulness. Mas desenvolver um ambiente onde todos se sintam à vontade para expressar suas opiniões, falar sobre assuntos dos quais ninguém fala, sem medo de julgamentos e punições. 

Feedbacks

Outra medida para identificar funcionários sob pressão é pedir feedbacks frequentes acerca da saúde mental, de forma acolhedora e empática. Muitas vezes, os profissionais se culpam por não conseguirem atingir performances de trabalho estratosféricas. Nesse sentido, é importante olhar com altruísmo e enfatizar o valor dos talentos de cada pessoa.

Ambiente acolhedor

Em resumo, o ambiente deve ser acolhedor e menos estressante. Afinal, o Burnout é um problema crescente que as lideranças devem levar a sério. A prevenção requer alinhamento organizacional, uma vez que os funcionários devem se sentir apoiados, reconhecidos pelo seu trabalho, além de terem metas claras que estejam ao seu alcance.

Quando as pessoas estão cercadas por uma gestão aberta, uma boa equipe e um ambiente de apoio que atendam às suas necessidades, o engajamento e o desempenho aumentam. Isso é benéfico para os funcionários – que desfrutam de uma vida mais saudável e feliz –  e para as empresas, que buscam produtividade, retenção e crescimento.

Então, podemos dizer que, para ter um ambiente de trabalho saudável, a organização deve entender o perfil de seus colaboradores e o momento pelo qual estão passando. Assim, é possível criar ações que tenham como foco o bem-estar do grupo.

Teste de personalidade MAPA

Para entender o perfil de seus funcionários, nada melhor do que apostar em uma ferramenta que entende o ser humano e a sua relação com o trabalho.

Aqui, entendemos que a avaliação da saúde emocional não se reduz apenas a aspectos como ansiedade e estresse. Ela também diz respeito a uma análise dos fatores protetivos e de risco que podem afetar em menor ou maior grau a vida do colaborador.

A avaliação das características pessoais nos permite analisar os os pontos de força e possíveis mecanismos de estratégia e suporte que cada um possui para lidar com as adversidades e os obstáculos na vida diária.

O que está esperando? Entre em contato com um especialista MAPA!

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